Por quanto tempo conseguimos ficar em
contato com o mais profundo de nós sem correr em busca de alívio?!
Como é difícil ficar sem nos entretermos com algo!
Comemos só para passar o tempo,
Damos palpite na vida dos outros,
Afirmamos verdades absolutas,
Brigamos com meio mundo,
Magoamos ou ficamos magoados com as pessoas,
ou qualquer outra coisa que lá no fundo, mesmo sem sabermos, tenha a
intenção de nos dar um suposto help na situação...
O duro mesmo é vermos como de fato somos: deixar as máscaras caírem bem
à nossa frente sem tentar enganar a ninguém.
Nem um de nós tem esta consciência, mas todos, em menor ou maior escala,
fugimos de conhecermos a nós mesmos profundamente.
Somos muito sonhadores e assim idealizamos a vida... e a nós mesmos.
Precisamos parar de culpar os outros, de nos desculpar e justificar para
vermos em nós o que só achamos nos outros.
Deus só poderá ser DEUS quando assumirmos nossas limitações,
quando pararmos de acreditar na máxima do ocidente: querer é poder.
Não, não podemos tudo, não.
Não basta apenas querer, ou dar o melhor de si, ou qualquer uma destas
crenças na força do homem, não.
Constatarmos nua e cruamente que precisamos assumir nossa falibilidade é
também aceitar que Deus é o Senhor.
Quando reconhecemos erros em nós, limitações e todo o tipo de atitudes
que até então só percebíamos nos outros, começamos a nos tornar
humanos... de carne e osso.
Começamos então a julgar menos, a perdoar mais,
A criticar mais às nossas atitudes do que às dos outros por percebermos
que tudo sempre foi entre nós e Deus e nada nos fará fugir disso.
Por isso, apressemo-nos em mudar o enfoque, pois estaremos jogando
conversa e tempo fora querendo acreditar que tudo é muito mais
superficial do que de fato o é.