Em nossos corações há o
desejo diário de proteção, saúde, paz, êxito e todo o tipo de coisas que
achamos básicas para o nosso desenvolvimento e autopreservação.
No fundo, em nossas orações pedimos que todo o mal nos seja afastado.
Tememos a dor, o sofrimento... a cruz!
Desejamos uma vida mais controlável com surpresas sim, mas só as
agradáveis.
Tudo é razoável, justificável, porém temos que agir dentro da realidade.
Qual é a nossa realidade?
Precisamos agir a partir dela e não nos iludirmos ou resistirmos a ela,
simplesmente.
Na verdade temos é que passar da dor para a vida.
Da doença para a saúde. Do medo para a força e a esperança de viver.
Mas isso exigirá muito mais de nós do que apenas cobrar do governo.
Exigirá RENOVAÇÃO!
O mais difícil não são as dificuldades, mas o que sobram delas em nós.
Não podemos nos fechar à vida, nos proteger para não sofrer.
Teremos que descobrir como atravessar da amargura para a alegria de
viver, do ódio para o perdão e a paz.
Precisaremos enxergar diferente, perceber a vida em novas bases...
acordar de nossas idealizações... viver o que há para se viver e não o
que pretendíamos viver.
Por mais incrível que pareça, às vezes só conseguimos entender
certas coisas pelos caminhos mais difíceis. Mas nunca é mais difícil do
que podemos suportar... Deus dá o frio conforme o cobertor, diz o ditado
popular, “Ele não nos deixa ser provados além da nossa capacidade”.
Mas há um outro lado.
Quando nos sentimos fragilizados redimensionamos tudo o que pensávamos
anteriormente... sentimos a natureza de nosso ser... Caímos na real.
O importante a ser percebido, acima de tudo, é que se o mal não nos é
evitado, é certo, porém que Deus SEMPRE estará ao nosso lado.
O sentido de tudo talvez só Ele irá saber mas a nós caberá nos abrir à
vida.