Vigiar e orar                                                                            Indique esse texto a um amigo...

Numa época em que todos estamos tentando evitar a depressão, tamanhas são as dificuldades que estamos atravessando.
A preocupação natural é de combater a falta de motivação, de objetivos e perseguimos as paixões pela sua natureza euforizante.
“Antes isso do que não termos ânimo de viver”.
“Mas há algum problema nisto ? É errado termos sonhos e persegui-los ?”
Nada é totalmente certo ou errado.
Por isso temos que estar bem atentos as paixões e ao papel delas em nossas vidas.
Elas aparecem como um novo ânimo... uma novidade!
Mas o que será que elas estão representando de fato ? Como as estamos vivendo ?
Muitas vezes mergulhamos de cabeça em alguma coisa para tirarmos o foco de nós.
Certamente elas nos tiram do marasmo, ...
Mas a que custo?
Há que observarmos. Não resolveremos um problema criando outro.
“Quem sabe nossa vida ganhe um novo sentido!”
Podemos apenas estar nos iludindo, buscando do lado de fora o que precisaríamos rever a partir de dentro.
Seguimos movidos por nossas paixões, nossos desejos ...
E nos tornamos aquilo que resultou destas buscas.
Será que temos parado para analisar qual tem sido o saldo?
Em geral, não.
É difícil raciocinar durante uma obsessão...
Somos levados, tentados,... seduzidos por nossas fraquezas.
Fantasiamos, achamos que algo nos arrebatará, mudará nossas vidas!
Mas o que há de errado com nossas vidas?
Precisamos estar atentos para o que vai surgindo a cada momento.
É na hora das crises que nossas convicções são testadas.
A cada momento surgem questões novas em nosso caminho.
Às vezes nem as percebemos. 
Às vezes sim, mas nossas necessidades ficam mais fortes.
Não podemos apenas e tão somente negá-las. Precisamos enfrentá-las.
Cada um terá seu caminho a percorrer. Ninguém viverá a mesma coisa que o outro.
Precisamos nos ajudar ao invés de atrapalhar.
Dar a mão no lugar de criticar e reprovar o outro.
Cada um tem o seu tempo... “sabe onde lhe aperta o calo.”
Se não sabemos ajudar, pois só concebemos as coisas do nosso jeito, 
fiquemos quietos.
É necessário percebermos que não estamos aqui para corrigir os outros, mas para nos amansar, aquietar...AMAR.
Não quer dizer que vamos engolir tudo e fingir que está tudo bem.
Isto seria fácil.
A proposta é olharmos para onde já deveríamos estar olhando há mais tempo: para nós mesmos.
Parar de brincar de mudar o mundo... As situações é que estão aí para nos modificar.
É claro que é mais fácil tentar botar ordem no terreno, 
mas isto não nos adianta para nada!
Só conseguiremos ajudar a alguém quando transformados.
Nossas ações é que falarão por nós. Todo o resto será apenas nosso orgulho em ação!
Precisamos prestar mais atenção à vida. Não dá para ir vivendo no automático.
Somos nós quem a construímos a vida a partir do que vamos escolhendo viver.
É claro que não é tão simples assim.
Não temos consciência de tudo que estamos vivendo.
Mesmo assim ainda podemos parar e tentar enxergar as coisas com a disposição de quem quer ver e remexer.
Precisamos de muito mais atenção, dedicação... oração.
Não enxergamos o que fazemos. 
Agimos, agimos e nem percebemos onde estamos nos metendo.
Ficamos cegos. É certo que existe um motivo oculto para tudo isto.
Precisamos refletir para onde nossas paixões estão nos levando, nossos desejos, necessidades e sonhos.
Muitas vezes não haverá como evitar. 
Outras faremos por querermos mais ação, brilho, poder!
O que vale refletir é que isso tudo passará...
E no que teremos nos tornado?
Sempre nos sentimos vítimas das situações, nunca nos reconhecemos em nossas escolhas.
O que tiver que acontecer, acontecerá. Resta saber como lidaremos com as coisas.
Isto é o mais importante. Isto somos nós.
Há que vigiarmos e orarmos muito para não cairmos nas mesmas ciladas da vida!

 

 

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