Não é à toa que existe a frase : "dinheiro não traz felicidade", seguida
de : "mas bem que ajuda".
O dinheiro cria a ilusão de sucesso, êxito, capacidade... PODER !
Hoje em dia vivemos uma época que supervaloriza o dinheiro.
Quem tem faz o que quer... COMPRA!
O dinheiro dá a sensação de que tudo é possível.
Nada melhor para escapar das nossas raízes de rejeição, pensamos...
Mas, ao invés de lidarmos com as dificuldades viramos a página, saímos
às compras.
Nada melhor do que darmos a volta por cima, nos sentirmos aliviados ou
refeitos, não é?
Comprar dá a sensação de concretizar algo, de não ter que esperar ou
sofrer ou pensar:
"Eu quero, eu compro ...eu TENHO!"
Nada melhor do que não se sentir frustrado. Sabe-se lá o que já sentimos
e carregamos vida a fora fruto desta sensação de impossibilidade? De nos
terem negado algo? Ou mesmo a tristeza de ter sido negado justo a nós ?!
"Ah, mas agora sou eu quem dá as cartas !".
"Se este professor estiver me enchendo o saco, contrato outro!"
Entrar em contato? Questionar-se? Tentar amadurecer a partir das
situações da vida?!
"Não, eu não preciso disto. O erro não está comigo.
Não tenho porque agüentar este cara!"
Parece que manda quem tem e obedece quem precisa.
E o mais incrível é que depois duvidamos quando as pessoas dizem gostar
de nós.
Tudo parece ser por interesse...
Se o dinheiro estivesse sendo usado apenas como dinheiro não traria
tanta confusão...
É que tudo o que fazemos na vida expressa o nosso eu.
Mas aí está a parte boa: sempre podemos recomeçar. De uma outra forma.
Precisamos estar atentos para o que em nós está agindo desta forma.
O termo ilusão se refere a um engano. Nada nem ninguém pode resolver
nossos problemas. O que parece fácil e pré-fabricado não passa de algo a
ser desvendado ou a desvendar nossa vida!
Não podemos nos iludir: o nosso caminho terá que ser descoberto por nós
a cada escolha que fizermos.
Precisamos de muita atenção e discernimento porque são várias as
tentações que nos fazem "errar o caminho", buscar atalhos e anestesias.
Mas vale lembrar: o problema não está no dinheiro em si ou em qualquer
outra coisa, mas no uso que fazemos delas em nossas vidas..