Somos solitários em nossa
caminhada.
Embora acompanhados pela vida afora, nossa existência é solitária.
Temos os nossos vínculos afetivos e circunstanciais mas em nossos
passos, em nossas experiências mais profundas, ninguém pode estar lá,
dentro de nós, a nos acompanhar.
Várias pessoas podem estar ao nosso lado, mas as escolhas que fazemos e
que direcionam e redirecionam nossos passos são sempre nossas.
Nossos compromisso maior está além destas relações humanas.
Movemo-nos pela vida adquirindo vivências e experiências até retornarmos
ao lugar de partida.
As tentações são muitas.
As possibilidades de erros, sofrimentos, são várias por isso é que
precisamos lembrar que NADA pode nos atrapalhar definitivamente.
Por isso não devemos nos iludir de que os outros são o NOSSO PROBLEMA.
Estamos sim, em um caminho de autoconhecimento e crescimento espiritual.
Às vezes as coisas se desajustam.
Nem percebemos nitidamente, até o momento em que sentimos que TEMOS QUE
REARRUMAR A CASA para podermos continuar.
É uma sensação estranha e solitária, pois ao mudarmos internamente nos
“transferimos para um outro lugar”.
É como se mudássemos de peso e isto ocasionasse a perda de nossas
antigas roupas.
A sensação é de estranheza para nós e para os outros.
Inevitável, mas sofrida.
Chega um momento em que ou reavaliamos ou não funcionará mais. Não
estava funcionando!
O preço? Tem sempre algum.
A maneira? Nunca sabemos de pronto.
Teremos que seguir em frente ou nos machucaremos muito.
Se possível com a fé de que TUDO sempre será para um aprimoramento.
A maioria das vezes não sentimos isto no dado momento, só mais tarde.
Acima de tudo precisaremos escutar o nosso SER, tentar aprender e
entender com nossas buscas e com os caminhos que adentramos por conta de
nossas inseguranças e necessidades.