Todos sabemos o quanto é difícil
vivermos nossas diferenças.
Nossa reação é involuntária: o julgamento.
Reagimos a tudo que encontramos pela frente.
Se for algo muito bom, admiramos, idealizamos ou até idolatramos.
Se for ruim, mal dizemos, criticamos, encrencamos.
Não conseguimos seguir adiante como anteriormente.
Ou queremos casar com aquela idéia/pessoa ou nos livrar delas.
Saímos de nosso equilíbrio, de nossas convicções.
Não aceitamos impunemente as diferenças pessoais.
Parece haver uma fantasia de que se uniformizássemos as coisas tudo
seria mais fácil, mais harmônico.
Será egoísmo, narcisismo, orgulho, vaidade...?
Talvez seja a velha dificuldade de nos aprofundar nas questões.
Nós nos importamos muito com os resultados.
Nosso olhar é imediatista.
Não percebemos a ação de cada coisa em nossa vida.
Não meditamos sobre o que cada situação/pessoa funciona com instrumento
em nosso desenvolvimento.
Precisamos sempre lembrar de que não há verdades absolutas mas verdades
que vamos acessando à medida que vamos nos acalmando e percebendo a
riqueza da multiplicidade.
Por mais que ela seja estressante na pratica, nunca sabemos de imediato
o que está sendo elaborado em nós.
Mas nos caberá sempre a humildade de nos deixar ensinar pela vida que,
assim como criou as circunstâncias, também há de prover os meios.
O negócio é ficar e descobrir, ou melhor, nos descobrir.