Nem tudo que parece ruim é ruim.
As coisas não possuem este valor absoluto que pensamos. Tudo é relativo.
Tudo depende do contexto em que estamos vivendo.
Depende do caminho a percorrer e, principalmente, de COMO o fazemos.
Valores comumente desejados, como a beleza ou o dinheiro, por exemplo,
não são somente positivos quanto aparentam ser.
Às vezes eles podem até atrapalhar nosso caminho, nos fazer desviar,
estancar!
Nunca pensamos na beleza ou em qualquer outro atributo como uma
tentação, uma prova a ser vencida ou a nos vencer.
Olhamos as coisas de forma muito superficial e interessada.
Não aprofundamos nosso julgamento de valores.
O mesmo costuma acontecer com outras coisas, como o dinheiro, por
exemplo.
Sempre se quer ter dinheiro para poder usufruir do que ele é capaz de
nos proporcionar: para se relaxar, ter segurança sobre o futuro, gozar a
vida...
Nunca se cogita pensar nele como algo que pode nos distanciar do melhor
de nós mesmos, de nosso caminho de desenvolvimento.
Colocamos nossa esperança e segurança naquilo em quem nos sentimos
melhor. “Sou bonito, tenho dinheiro, sou famoso...”
Ser muito bonito ou rico ou poderoso pode gerar para algumas pessoas
situações difíceis de serem vividas. Não que seja regra geral.
Na verdade, a origem disso tudo parece estar bem mais profunda.
Não se trata de amaldiçoar o que é bom. Não!
Mas nossos olhos materialistas nos fazem ver quem algumas coisas nos
GARANTEM outras.
Sentimo-nos privilegiados...
Quando vemos alguém menos dotado fisicamente, ou de saúde ou posses
pensamos: “Coitado!”
Quanto ilusão! Piedade distorcida. Pretensão!
Falta de confiança em quem fez as coisas tão desiguais?
Falta de consciência?!
É, não somos mesmo conscientes da função, nem no por quê das
desigualdades...
Passamos a vida a nos defender e a buscar satisfação e segurança apenas.
Não avançamos nada!!!
Não buscamos compreender nem aceitar as diferenças, as dificuldades.
Por isso não percebemos o possível aspecto ruim do previamente
estabelecido como bom e vice-versa.
Não amadurecemos mesmo...
Não vemos que cada um viverá sua história à parte. Com significado
próprio.
NADA É BOM OU RUIM DE FORMA ABSOLUTA. Sempre depende.
Nossos atributos e posses são como armas, instrumentos para a nossa
batalha SUBJETIVA: Nossa vida.
Quando olhamos por este lado percebemos que há como que um planejamento
bem elaborado.
É como pensar que independente da nossa ação algumas coisas sempre
estiveram fadadas a acontecer.
Por isso deveríamos redimensionar a valoração de cada coisa.
Nosso orgulho e vaidade.
Nossa ilusória sensação de poder...
Corremos o tempo todo atrás dos louros da vitória...
A vida parece ter seus próprios planos para nós, restando-nos apenas a
boa vontade para passar por todos os momentos sem nos desesperar ou
apegar para conseguirmos superar as ilusões e os desafios ocultos. Pra
conseguirmos encontrar a nós mesmos, como somos e assim veremos a Deus,
que reside no melhor de tudo: a essência do bem...o amor.