Pais e filhos: difícil relação, abençoada saída           Indique esse texto a um amigo...

Há muito se sabe haver uma compulsão dos filhos em repetirem seus pais. Em geral os filhos criticam muito os pais mas, sem perceberem, já estão agindo como eles. Não suportam o quanto são identificados aos seus pais, principalmente no que consideram negativo.
Entretanto, se observarmos um bebê, veremos que seu mundo se resume ao que passa diante de seus olhos. Instintivamente começa a copiar os comportamentos observados. É claro que todos temos nossas características pessoais inatas, mas é como se primeiro aprendêssemos a ser nossos pais para mais tarde nos tornarmos nós mesmos. Por isso certas coisas nos incomodam tanto. É como se, de alguma forma, tivéssemos um registro interno daquela situação, como se também comungássemos do mesmo problema. 
Assim, nos tornamos semelhantes ao que sempre criticamos, combatemos...
Parece feito sob medida: viver na pele o problema que sempre se achou fácil de resolver, só que agora sentindo-se como aquela pessoa se sentia; tendo as mesmas dificuldades, medos e limitação que complicavam suas respostas... e que antes não compreendíamos
Falar é fácil, difícil é viver...
E lá estamos nós, percorrendo os caminhos que nossos antepassados trilharam, sem saber que isto está nos acontecendo, o que no fundo nos possibilitará nos compreendermos mutuamente, muito mais do que nos criticarmos e julgarmos. Falar é fácil, o difícil é lidar com aquelas situações que, vistas de fora pareciam muito simples e de fácil solução.
Parece que nosso maior problema está sempre em julgarmos ao invés de amarmos...
Se conseguirmos ver as coisas com clareza e atenção, não perderemos nosso tempo brigando eternamente mas, olharemos para o comportamento deles e nos lembraremos que há uma grande força a nos impulsionar no mesmo caminho. Por isso o mais importante é observarmos e tentarmos nos valer disto tudo como uma fonte de entendimento e um exercício de percepção, com o objetivo de nos descolarmos deles para seguirmos nosso caminho que ainda está por ser descoberto.
E atentos, para não nos acomodarmos ou distrairmos, pois é mais fácil passar a vida reclamando do que já se conhece do que se abrir para o que ainda não foi desvendado.

 

 

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