É
verdade. É por isso que hoje se houve muito dizer que é preciso
testemunhar com a própria vida aquilo em que se acredita.
Somos todos diferentes embora tudo nos leve a sentir que somos apenas
mais um. Isto não quer dizer que somos melhores ou piores do que alguém,
mas que somos únicos no sentido de que não dá para copiar o caminho de
ninguém.
Temos que descobrir o nosso próprio modo de fazer as coisas.
Tentar entrar em cada situação sem esquecer os nossos valores, as nossas
verdades. Não é que não se deva mudar, isto é parte do processo de
evolução.
O fato é que as vezes fazemos até o que não acreditamos só para
conseguir o que queremos.
Esquecemos que TUDO na vida passa só não passam as coisas que nortearam
nossas escolhas. Estas alteram nossa estrutura interna, ficam dentro de
nós e nos proporcionam a quantidade e a qualidade de paz de espírito que
alcançarmos.
É certo que ninguém faz apenas o que quer ou o que acredita. Mas, sem
notarmos, vamos nos distanciando daquilo que somos e valorizamos, até
nos perdermos de nós mesmos e o ânimo de viver, quer por comodismo, por
desconhecimento ou na maioria das vezes por acharmos não termos mesmo
outra escolha.
O que vale perguntar é:
Em que estamos nos tornando, com o modo como estamos saindo de cada
situação? Estamos enfrentando as questões ou apenas aceitando as regras
do jogo?
Muita gente ainda parece achar que o importante mesmo é fazer vários
cursos, de preferência no exterior, ter diplomas importantes que abram
portas... mas, estarão elas realizadas e avançando como seres humanos ou
apenas preocupadas em obter o que o mundo parece valorizar unicamente: o
que aparece aos olhos dos outros.
Se apenas acumulamos conhecimentos mas não entramos em contato com as
coisas, pondo em prática o que vamos aprendendo apesar das inseguranças
e medos que vão surgindo, seguiremos apenas repetindo os outros mas sem
acessar realidades incomparáveis que só conseguiríamos pela via da
experimentação.
Muitas coisas só fazem sentido para quem estiver vivendo a situação,
além do que, cada um tem seus próprios recursos e convicções internas.
Há que termos coragem para seguir em frente nesta solidão inerente à
nossa natureza humana.
Estarão elas procurando aplicar seus conhecimentos?
Lutam pelo que acreditam e aprenderam a fim de se transformarem como
pessoas ou apenas penduram seus diplomas em paredes e deixando para
praticarem seus discursos bonitos, mas sem frutos, nas rodas de amigos?
Vivemos numa tremenda ansiedade tentando corresponder ao que o mercado
está ditando. Muitas vezes escolhemos um trabalho apenas pelo que está
sendo mais favorável no momento sem levarmos em consideração nossos
anseios pessoais.
Nem todos podem se dar a esse luxo, pensaremos. Será?
Ou será que, na verdade, não conhecemos o nosso eu mais íntimo e cedemos
às tentações do mais fácil e seguro, daquilo que dá mais prestígio ou
poder?!
Estamos vivemos um momento em que a concorrência é enorme e a ansiedade
faz inúmeras vítimas. É realmente difícil não se perder.
As pessoas vivem estressadas e com medos e inseguranças. Parece se
tornar cada vez mais certo de que vale mais quem tem mais, quem consegue
ter sucesso e não cair.
Quando vivemos situações difíceis somos postos a prova. Em geral nos
desesperamos e tudo o que queremos é ter de volta nossas seguranças. Mas
não poderá ser este o melhor momento para revermos nossas vidas?
Percebermos nossas antigas insatisfações e necessidades mais ocultas?
Atentarmos melhor para o que está nos acontecendo?!
É preciso ter calma e tentar resgatar o que há de mais puro e sincero em
nós, afinal vale lembrar "... de que vale ao homem ganhar o mundo se
perder sua alma."