Fala-se muito em auto-estima, ou será idolatria?!
Damos muito valor a nós mesmos,
A exercermos a nossa vontade,
Darmos vazão aos nossos desejos!
Julgamo-nos mais importantes do que de fato o somos.
Distorcemos a realidade com tremenda facilidade.
Sentimos a injustiça e o prejuízo contra nós com muita facilidade.
Não valorizamos a competência, nem os assuntos alheios com a mesma
importância que esperamos dos outros para conosco.
Nossas coisas são mais bonitas,
Mais urgentes,
Mais importantes,
Mais valiosas.
Onde estão:
Nossa humildade,
Nossa simplicidade,
Nossa amizade?
E Deus, onde estará em nossas vidas?
Como podemos dizer amá-lo se tudo nos atinge tão diretamente, que em
nada conseguimos transcender os nossos próprios interesses?!
Como podemos amar e confiar em um Deus que não vemos, se não conseguimos
perdoar e acreditar nas pessoas que estão perto de nós?!
Viver a fé não é tarefa fácil, nem estática.
Requer um eterno e constante esforço de vencer a nós si mesmo,
Recomeçar... SEMPRE!
Crer na existência de Deus não é incluí-lo em nossas vidas para que Ele
satisfaça as nossas necessidades e desejos, USÁ-LO, mas ceder-lhe lugar,
espaço em nossas ações mais simples e corriqueiras,
Mudar de vida.
Tornar-nos mais à Sua imagem e semelhança:
Fiéis, amorosos, humildes,... simples:
Alguém que veio para servir e não para ser servido.
Mas é preciso prestar atenção a cada momento.
Nossa natureza nos faz muito vaidosos, gulosos, arrogantes, irascíveis,
preguiçosos, avarentos... invejosos.
Sendo assim, como conseguiremos nos colocar a serviço, estar
disponíveis?
Estaremos mais para Reis e Deuses do que para peregrinos, aprendizes...
servos.
Então, a quem estaremos servindo?!