É
incrível como criamos desculpas para não estarmos mais inteiros e
comprometidos em cada situação!
Se temos dinheiro, esperamos ser tratados com deferência.
Se hierarquicamente superiores, com reverência... e assim por diante.
Não percebemos é que precisamos nos simplificar!
Tirar as máscaras,
Abrir mão das regalias que viciam e distorcem a nossa visão, nos dão
preguiça...
Voltar a ser crianças!
A medida que vamos conquistando pessoas e coisas nos distanciamos do
verdadeiro trabalho a ser feito: Crescer no amor... e o que tudo isso
requer de nós em transformações permanentes.
Se cada qual fica no seu canto, não haverá a re-união.
Nós nos escondemos atrás de vários rótulos: “os incomodados que se
mudem”, “Eu já fiz a minha parte”, “Quem é a parte interessada que corra
atrás”, etc.
O que nos dá o sossego de achar que não temos nada a fazer?!
Estamos exercitando o ser humano que somos ou apenas exercendo os
limitados e automáticos papéis sociais?
“De que vale o homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder sua alma?!”
Como é difícil largarmos o ego e simplesmente SERMOS... nos DESNUDARMOS!
Nossa visão não está referida no amor, mas no lucro! No certo e no
errado!
Isto é válido, mas limitado. Pouco, muito pouco.
Não cresceremos como pessoas tentando apenas sermos certinhos.
Se tudo fizermos, inclusive vender os nossos bens e distribuí-los aos
necessitados, ainda assim, se não o tiver sido POR AMOR, se tiver
existido alguma outra intenção, de nada terá adiantado!
Do ponto de vista espiritual, quanto maior o desprendimento, fruto do
desenvolvimento da vida no amor, maiores as riquezas a serem alcançadas:
a paz, a liberdade, a beleza, a graciosidade, a plenitude.
Mas tudo isto pressupõe uma estrada, uma caminhada até atingir este
cume.
Não chegaremos ao pico da montanha carregando nossos pesos.
Nossas riquezas deverão estar concentradas em nós mesmos e nos frutos
que tiverem brotado desta reciclagem: confiança e esperança, paz e
plenitude. Saciedade.
Para chegarmos mais longe teremos que desprezar aquilo que nos faz
pesados, nos consome, nos subverte. Entrar num processo de purificação,
de simplificação, de amorização! As mazelas externas nos relembram as
nossas próprias ainda que não estejamos conscientes delas. Sentimos a
vontade de sair correndo, de virar a página, de dar uma arejada! Mas ou
se ousa entrar na dor e no desconforto para sair do outro lado
restaurado ou se estará iludido pensando estar indo de fato para algum
lugar, sem nunca ter saído do ponto de partida!