Parar e voltar-se para dentro.
Olhar para si mesmo.
Nada a ver com egoísmo: autoconhecimento.
Nós nos preocupamos muito com a violência no mundo e não atentamos para a
violência que está dentro de nós.
Quando muito, nos justificamos por tanto estresse a que somos submetidos.
Pobres de nós!
Não conhecemos a pessoa que mora em nós.
Não temos tempo nem estamos atentos para estas coisas.
A vida anda depressa e nos sentimos pressionados.
Ignoramos nossas necessidades mais profundas, aquelas que nos levam a fazer
coisas que nem percebemos, nos levam por caminhos que nem percebemos que
vamos escolhendo entrar.
Mas nossos olhos não vêem estas sutilezas de consciência.
E assim seguimos nós, culpando-nos uns aos outros pela insatisfação que
experimentamos.
Olhamos para fora e brigamos com as sombras, as imagens refletidas de
problemas que estão em nós mesmos e não percebemos.
Nós nos cansamos e seguimos remendando as coisas ao invés de revermos as
estruturas de nosso ser, de repensarmos nossos objetivos, nossas
necessidades mais profundas.
É preciso PARAR pois muito facilmente é acionado o nosso piloto automático e
nos perdemos em meio a tantas alternativas ou a aparente falta delas.
Onde queremos chegar?
Quais são os valores que realmente nos importam?
Para onde estamos caminhando?
E é preciso lembrar - Somos responsáveis por isso.
Não somos as vitimas que pensamos ser, mas protagonistas de nossa própria
história.