Nossa
noção de valores depende das nossas preferências, dos nossos conceitos e
das nossas convicções pessoais.
Alguém pode achar caro um tratamento de saúde que lhe seja indispensável
e achar uma bagatela um par de óculos de sol que custe o mesmo preço.
Outra pessoa pode achar absurdo o orçamento técnico para um conserto em
sua casa e não achar caro os honorários que cobra por seus próprios
serviços.
Serão coisas apenas diferentes ou nós de fato achamos que o nosso
trabalho vale sempre mais, deu mais trabalho, etc?
De que maneira julgamos estes casos?
Além disso, somos capazes de ver nos profissionais, competentes ou não,
de nível superior ou não, as pessoas que eles são?
Valorizamos os outros e o que eles fazem ou temos dificuldades em
relação a isto por estabelecermos comparações parciais a todo o momento?
Aliás, gostamos muito mais de podermos estabelecer o preço a ser pago do
que ter que compulsoriamente pagar o valor solicitado.
Gostamos desta coisa de nos sentirmos sendo generosos, gratificando
espontaneamente as pessoas ao invés de pagarmos o preço que elas mesmas
estipularam.
Geralmente achamos os preços indevidos.
Óbvio?!
Sim, do ponto de vista objetivo e racional.
Mas há muito mais contido nas entrelinhas.
Há que pensarmos que estas concepções determinam nossa postura diante da
vida e das pessoas.
Isto estará espelhando o que somos,
Como vemos a tudo e a todos,
Como tratamos as pessoas,
O que pensamos sobre elas e sobre nós mesmos.
Não olhamos nossas atitudes com o intuito de nos aprimorarmos.
Retrucamos!
E se Deus existir mesmo?
Não seremos julgados pela nossa competência, beleza, inteligência ou
esperteza,
...mas pelo amor que tivermos sido capazes de dar.
“Sejam simples”, disse Jesus.