Se o nosso olhar fosse mais criterioso e desprendido veríamos o quanto
somos insatisfeitos e pouco gratos.
Não saboreamos as coisas que já estão nos acontecendo, muito menos
valorizamos os pedaços mais difíceis que por vezes passamos.
Não entendemos a importância de nada...
Queremos é estar com a "casa em ordem".Evitar todo o tipo de contra tempo, sofrimento.
Não se trata de masoquismo mas sim de nos sentirmos mais andarilhos,
aprendizes... livres de nossos desejos que nos escravizam, com a
consciência de que não se pode ganhar sempre e de que para nos
aprimorarmos, precisaremos passar por todos os tipos de situação.
Ninguém sabe tudo, ou melhor, quem mais consegue se aprofundar em
conhecimentos e amadurecer, percebe nitidamente que andou iludido de que
muito sabia até perceber de que "nada sabia".
Temos é a pretensão de.
Nós nos iludimos com muita facilidade pois somos vítimas de nossos
apegos e desejos . Estamos todos tateando, experimentando.
Nada de conclusões precipitadas ou pontos finais.
Temos muito a viver.
Certamente aqueles que são mais reconhecidos e gratos à vida, conseguem
viver de uma maneira mais positiva e construtiva.
Vêem a vida não apenas pelo parâmetro simplista do "certo ou errado"
mas, passando pelas coisas e aprendendo com elas, tornam-se mais
autênticos e menos juizes domundo e de si mesmos.
Precisamos entender o quanto é importante aceitarmos cada experiência
nova como fonte de conhecimento e de vida.
Nada de fugirmos. Não conseguiríamos nada com isto, a não ser, adiarmos
as coisas.
Mas se conseguirmos um novo olhar, uma nova percepção da vida, TUDO MUDA
e certamente nos tornaremos pessoas mais serenas... mais GRATAS,
portanto mais ABERTAS À FELICIDADE.