Nada dura para sempre.
A cada momento somos levados a entrar em contato com as mais variadas
situações:
"nunca diga desta água não beberei".
As coisas mudam, nós mudamos e tudo então pode nos mostrar um novo
ângulo... "Quem tem olhos, veja”.
Às vezes nos deprimimos por nos surpreendermos com nossas reações...
Temos medo de errar, medo de nos perdermos.
Bom seria se fôssemos mais desprendidos e nos deixássemos ensinar a cada
nova descoberta.
É uma sensação semelhante a do viajante em férias longe de seu país.
Quando passa algum tempo ele volta sente muito mais facilidade em fazer
certas coisas que antes lhe custavam tanto... mil possibilidades que com
o passar do tempo, seu comodismo lhe impedirá novamente, de ser mais
criativo e dedicado.
Estas são a mobilidade e simplicidade que tanto nos faltam: assumirmos
mais a nossa humanidade, nos tornarmos mais o que somos, sem falsear nem
temer o que está por vir.
Isto nada tem a ver com um "vale tudo”.
Temos é que rever as verdades que muitas vezes nos mantiveram
prisioneiros do medo ou da idolatria, nos tornaram estrangeiros em nossa
própria vida.
Há muito o que rever, mas precisaremos de olhos que possam ver.
Sem este discernimento, seguiremos somente preocupados com os nossos
objetivos mais momentâneos sempre buscando o que ainda não temos,
pouco sensíveis para o que já conseguimos e podemos oferecer.
Que seja possível lembrar que "é dando que se recebe”.
Quanto mais se quer, mais se acham necessidades a serem satisfeitas,
mais nos tornamos infelizes e carentes sem remédio.
Quanto mais se dá mais se experimenta a gratidão verdadeira, mais se
estendem os nossos limites, mais percebemos que podemos... e o milagre
acontece no meio de nós.
É preciso crer e procurar viver na prática para que as Palavras se
tornem VIDA.