Deus vem a nós inesperadamente

                                                                           por Sonia da S. Santos     Indique esse texto a um amigo...

 

Mais uma vez sinto a alegria em testemunhar a presença e a ação de  Deus na minha vida.

Desta vez foi em meio a tarefas chatas, porém necessárias, no meio do dia...

Estava eu chateada com a tarefa de mostrar o meu apartamento que está  à venda.

Seriam cerca de cinco visitas naquele dia que aparentava ser apenas  uma quinta entediante e sem graça.

Antes de tudo começar senti a vontade de oferecer tudo aquele momento  a Deus e pedi a Ele que a situação pudesse ser um momento de cura.

Começou a primeira visita, depois a segunda e então o restante não apareceu.

Fui avisada que uma corretora que já me conhecia de vista iria ver o imóvel.

Senti arrepios. Tratáva-se de uma pessoa muito agitada, que põe  defeito em tudo e que parece só se preocupar em que tudo saia do jeito dela.

A campainha tocou e lá estava ela, duas horas atrasada e de celular em  punho.

Logo pensei: puxa, atrasada e sem cliente com ela... Perda de tempo!

Ela adentrou a sala e era uma sucessão de reclamações: É pequeno, não  tem armários, benfeitorias, etc.

E não adiantava eu repetir que o apartamento não era meu, mas de uns  amigos de quem eu alugava.

Ela parecia uma metralhadora...

De repente ela atende a uma ligação e diz ao cliente que já estaria  descendo, ou seja, ia me deixar falando sozinha.

Disse também que era  o dia de seu aniversário.

Ao voltar eu pedi licença a ela, já que ela estava sozinha, pois me  veio uma inspiração para uma música. Liguei o teclado e cantarolei baixinho e então o desliguei.

Ela me perguntou se eu conhecia a música A Barca.

Disse-lhe que sim e perguntei se poderia tocar e cantar para ela.

Ela repetidamente disse que não precisava.

Ao me certificar de que não era problema de tempo, toquei para ela. Deus nos envolveu tão fortemente que meus olhos se fecharam e só se  abriram ao final da música.

Quando olhei para ela não a reconhecí: era uma nova pessoa. Ela  chorava tanto que suas lágrimas e a forte emoção modificaram todo o  seu semblante.

Ela chorava e agradecia ininterrupitamente: "Não poderia haver  presente melhor!" Era um louvor a Deus...

E complementou: "Logo hoje no dia do meu aniversário... Eu jamais  imaginei o dia de hoje dessa maneira..." E chorava, chorava... Aquela  mulher em nada se parecia com a que entrou reclamando e reparando em  tudo. Era como se ela já não mais estivesse com os pés na Terra.

Aliás foi como se nós não estivéssemos mais naquele endereço... Parecia que o tempo havia parado e o céu se aberto só para nós. Foi muito lindo presenciar o que o Senhor preparou para ela naquele dia.

E para mim também. Foi grandiosíssimo!!! Foi presenciar o mar se  abrindo para nos libertar de prisões de uma vida inteira.

Agradecí ao Senhor por ter podido serví-lo daquela forma também inesperada para mim.

Um milagre estava acontecendo bem diante dos meus olhos: era uma  grande libertação.

E ela acrescentou: "A gente corre tanto que nem tem tempo pra Deus..."

E depois de chorar por quase meia hora ela saiu da minha casa sem nem  lembrar de falar de negócios, mas queria saber mais sobre as coisas do de Deus.

Quando abri a porta era inacreditavelmente lindo ver que aquela  mulher, após ter tido um encontro pessoal com o Senhor, agora saía tateando as paredes e sem saber ao certo a direção do elevador que ela  está cansada de saber onde ficava.

Ela dizia: "puxa, quem iria imaginar? Eu vim pra uma coisa e acabei  achando outra..."

 E eu me lembrava de uma pregação linda do Pe. Fábio de Melo sobre a  Samaritana.

 Era a mesma hora, perto do meio dia, quando Jesus se encontrou com a Samaritana no poço e lhe pediu água.

Após fazer todas as ponderações quanto aos dois não poderem se falar e interagir, ou seja, ela tinha todas as regras, todos os SIMs e NÃOs  bem claros na cabeça, Jesus lhe dera a entender que sabia tudo sobre a  vida dela, quando lhe perguntou onde estava o marido dela.

Jesus lhe explicou que ela havia tido 5 maridos e o sexto também já  não estava com ela, por isso ele lhe disse que ela não tinha marido.

 E o Pe. Fábio ia dizendo que aquela linda passagem colocava muitos  ítens enriquecedores para todos nós.

A começar pelo Meio Dia: significava que a metade do dia já havia  passado, ou quem sabe a metade da vida. Assim, aquela mulher que percorrera sua vida atrás de felicidade e, quem sabe, segurança tinha  inesperadamente se encontrado com Jesus, sem ao menos saber quem Ele era.

Ela que buscava incansavelmente, por meio de relacionamentos, quem  sabe nada criteriosos, buscava encontrar o que lhe faltava, mas talvéz não da forma ideal ( a Água Viva que só o Senhor pode dar). Então alí,  dizia o Pe., estava o esposo definitivo, o perfeito, como é o número sete na Bíblia: Jesus!

 E continua explicando o Padre dizendo que o encontro foi tão forte que  reinalgurou a vida daquela mulher...

Jesus lhe fez esquecer todo o passado desgastante e sem perspectiva de  vida eterna e lhe deu vida nova.

É maravilhoso sentir como Deus vem a nós para nos reconduzir ao Seu  Amor, à Sua Misericórdia, ao Seu Caminho para nos levar à verdadeira  VIDA.

Que o Senhor nos dê sempre olhos e ouvidos para melhor enxergá-lo e  ouví-lo e acolhê-lo, pois Ele é Aquele que É e sempre será.

Agradeço ao Senhor por tudo e partilho com cada um de vocês Suas  Maravilhas, para Sua Honra e Glória!

Amém.

 

 

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