Jesus, o
mestre dos
mestres,
nos
ensina
com
muita
humildade e
propriedade a
arte de
perdoar. Poderia
mencionar várias
passagens
em
que
Ele exerce o ato do perdão,
como uma
forma de
nos
ensinar a fazermos o
mesmo.
Hoje
em
dia
quando participamos de uma
festa, percebemos
um
clássico
gesto: a
pessoa homenageada, seja
aniversariante, seja
noiva, etc,
parte o
bolo e entrega o
primeiro
pedaço a
quem
ela
mais
gosta, a
quem
ela
mais
ama.
Talvez tenhamos herdado este
singelo
gesto da
tradição
judaica. Os
judeus tinham o
seguinte hábito: o
dono da
casa
ou
alguém
que estivesse ao
centro da
mesa
para
conduzir a
refeição, dava o
primeiro
pedaço de
pão à
pessoa
mais
querida
que estivesse a
mesa. E se quisesse
demonstrar
maior
carinho,
maior
amor, partia o
pão, embebia e o entregava a
pessoa desejada.
Após Jesus
ter lavado os
pés dos
discípulos e
ter anunciado
que
um deles ia traí-lo, os
discípulos espantados
perguntaram-lhe quem ia
praticar
tal
ação. Jesus respondeu: “É
aquele a
quem
eu der o
pão embebido.
Em
seguida, molhou o
pão e deu-o a
Judas Iscariotes”. (Jo 13,26).
Jesus, neste momento, amou a Judas mais do que aos outros onze discípulos
que estavam a mesa com Ele.
Quantas
pessoas precisam
receber de nossas
mãos
esse
pedaço de
pão embebido. Embebido de
perdão, de
amor, de
carinho e de tantos
outros
bens
que precisamos
ter
para
com diversas
pessoas.
Não sei se estou emitindo
um
juízo errado,
mas
para mim a
pessoa
que
nos ofende merece
muito
mais do
que o
nosso
perdão.
Ela
precisa
urgentemente do
nosso
amor. Essa
pessoa é
digna de
amor. Repito; do
nosso
amor.
Judas precisou,
mais do
que
nunca e
mais do
que ninguém, do
amor de Jesus naquele
momento.
Certamente
ele
nunca tivera sido
amado
tão
intensamente
como Jesus o amou naquela
hora.
Por
que a
pessoa
que
nos ofende
precisa de
amor, do
nosso
amor?
Porque
ela não sabe o
que é isso.
Ela
não sabe o
que é
amar. E
nós
não podemos
cobrar uma
coisa de uma
pessoa se
ela não sabe o que é, e muito menos
se ela não tem para retribuir.
Não podemos
cobrar
que
ela nos ame, se
ela
nunca experimentou o amor. Quem
sabe amar, ama em todos os momentos, e
principalmente,
nos
momentos
mais difíceis.
Cristo amou Judas
mais do
que os outros no
momento
em
que,
humanamente,
era
para
não amá-lo. E
aqui emito
outro
juízo,
talvez
Deus permita
que algumas
pessoas
nos ofendam
para
que
nós,
com a
graça de Deus, as amemos e as
ensinemos a
amar.
Quem
sabe
amar,
ama o
próximo
mesmo sabendo
que
ele está errado, que
não deveria
proceder daquela
forma.
Mesmo sabendo
que
ele vai
lhe entregar, vai lhe difamar.
Lembremos aqui do momento em que Cristo na cruz perdoou os seus algozes.
Perdoe e ame! Ame
sem medidas! E
não tenha
medo
ou
vergonha de
entregar o
pedaço de
pão embebido, no
amor, à
pessoa
que
lhe fez
mal. Ame-a e ensine-a a
santificante arte de amar!