Confissões

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Neste tempo de quaresma, mais do que nunca, somos chamados a mergulhar no interior da consciência humana, perscrutando o próprio coração.

 

Na meditação da Parábola do Pai Misericordioso e do Filho Pródigo (Lucas 15, 1-32) temos um comovente con­vite à conversão.

 

Já se disse que a Confissão é um sacramento em crise.

 

O homem de hoje, em sua auto-suficiência, julga não precisar do perdão de Deus. Nosso orgu­lho nos faz perguntar, para que abrir nosso coração a um ser humano como nós, confidenciando nossas mazelas, pecados e vícios.

 

Há quem diga que se confessa diretamente a Deus e que está tudo bem, quando, na realidade, foi o próprio Cristo que, na tarde da Ressurreição, entregou aos Apóstolos o ministério do perdão e da Reconcilia­ção. Na realidade, temos medo de ouvir de nossos próprios lábios nossas faltas, que não só queremos esquecer e nos envergonham, mas nos incomodam e clamam a mudarmos de vida, convidan­do-nos à conversão.

 

É mais fácil, para o nosso tempo, um analgésico que faça passar a dor, do que combater e debelar a causa da mesma.

É mais fácil abafar a consciência do que purificá-la.

 

Acostumamo-nos aos pecados e erros, e já nem sentimos falta da graça de gozar da condição de filhos legítimos na Casa Paterna.

 

E eis que a liturgia nos coloca diante dos olhos o Filho Pródigo. Este jovem que, ao mesmo tempo, nos incomoda e abrasa o coração em plena Qua­resma ...

 

Daqui a pouco será a Páscoa. Páscoa quer dizer passagem.

 

Que o Pai Misericordioso nos encoraje a realizar a grande passagem do homem velho ao homem novo:

         Pai pequei contra o céu e contra Ti.

         Perdoai minhas ofensas porque já não quero mais pecar.

 

 

 

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