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Cristo: de santo se fez pecador para nos tornar santos |
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Muitos amam o Cristo milagroso. Outros amam o Cristo Bom Pastor. Outros, ainda, amam o Cristo que caminha sobre as águas. Eu confesso que toda vida de Cristo é bela e me encanta. Mas, o que mais me emociona e me santifica é o Cristo que sofre a agonia no Jardim das Oliveiras: “Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra”. O Cristo que é flagelado: “Pilatos mandou então flagelar Jesus”. O Cristo que é coroado com espinhos: “Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram sobre a cabeça de Jesus”. O Cristo que carrega a cruz ao Calvário: “Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário”. E por fim, o Cristo que é crucificado e morto na cruz: “Inclinou a cabeça e rendeu o espírito”. Talvez você possa estar se perguntando: Mas e o Cristo ressuscitado, o Cristo glorioso não lhe encanta? Sim, me encanta. E é a essência, o valor de toda a nossa fé. Se não crermos e não nos alegrarmos com a ressurreição de Cristo, vã é nossa fé. Sou sim encantado pelo Cristo ressuscitado. Mas quero que no primeiro momento você perceba que a Ressurreição de Cristo foi a culminância de toda a sua vida e, principalmente, da crucifixão e morte na cruz. Foi neste itinerário que Cristo mais amou os seus e toda a humanidade, porque foi por nós que Ele sofreu tudo isso. Foi para nos dá a vida eterna, que Ele de Rei se fez pobre. De Senhor se fez escravo. De santo se fez pecador. Tomou todo o nosso jugo, toda a nossa dor e transformou em vida eterna. No segundo momento quero que você perceba que mesmo em meio ao sofrimento, Cristo não deixou de amar. Não deixou de fazer a vontade do Pai. Ao contrario, foi quando Ele mais amou. E quantas vezes muitos se desesperam e se voltam contra Deus quando estão passando por momentos difíceis. Já ouvi muitas vezes frases do tipo: “Mas por que isso está acontecendo comigo, que vou sempre à Igreja?!” Ou “O que Deus está fazendo comigo é uma injustiça?” Veja, se nós, que somos santos e pecadores ficamos chateados e nos achando injustiçados com alguns problemas, imagine como deveria ter se comportado Jesus Cristo durante a subida ao Calvário e durante a sua crucificação? Pelo fato de Cristo ter amado infinitamente aqueles que estavam com Ele aos pés da cruz é que muito me encanta e vejo isso como um convite para fazermos o mesmo. Vejo como um convite à santidade. Amar o próximo e a Deus quando estamos felizes, quando não estamos passando por tribulações e provações, é fácil, porém não tão gratificante. Mas, quando amamos o próximo e a Deus nos momentos problemáticos é difícil, porém santificante. Você é convidado diariamente a se espelhar em Cristo. Você é convidado a estar mais próximo e apaixonado por Deus nos momentos mais difíceis. Faça essa experiência diariamente. E veja quantas bênçãos e graças você receberá. Não tenha medo, creia somente.
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