Para os mais céticos Psicologia soa muito mais científico e eficaz do
que Fé.
A maioria de nós busca isso: eficiência, um caminho que não nos traga
decepções e que resolva os nossos problemas.
A Psicologia é um caminho abstrato, não tão rápido nos seus resultados
quanto o desejado, mas ainda assim é mais científico do que a Fé.
Temos muita dificuldade de enxergar além do que aprendemos, valorizamos
e aceitamos.
É difícil deixar as coisas entrarem em nós, modificarem nossas
convicções e verdades
absolutas.
Seguimos regras, fórmulas que, no lugar de nos facilitarem, nos defendem
de confrontos importantes com a realidade... E não chegamos à Verdade.
Nossas vivências deveriam ser dinâmicas, mas priorizamos a segurança...
estagnamos!
Mas e a Fé?
Esta requer muito mais de nós. Há que ser desejada profunda e
sinceramente.
A Psicologia é um caminho importante que nos leva ao autoconhecimento
e a Deus, possivelmente.
Por mais abstrata que ela seja não exige a transcendência da Fé.
É mais viável às mentes racionais que exigem comprovação, que temem a
entrega.
Mas tudo são degraus de abertura de nosso ser.
Não é melhor quem acredita mais, é apenas
diferente.
Muita gente, na dificuldade de sentir, banaliza a Fé.
Há que ser experimentada.
Ter Fé não é esperar passivamente que as coisas caiam do céu.
A Fé é uma experiência dinâmica que exige uma constante renovação das
nossas convicções e um alargamento de nossa capacidade de ser e de amar:
sair de si mesmo. Transcender.
Admitimos nos propor mudanças, rever nossa qualidade de vida, mas pensar
que existe alguém acima do que podemos controlar e entender e que quer
ter conosco um relacionamento, é um pouco demais.
É difícil acreditar sem ver. É difícil vencer barreiras tão fortes e nos
deixar levar e aprender com as coisas que acontecem em nossas vidas.
Controlamos, controlamos e...questionamos a Deus.
Queremos sempre ganhar. Se vamos ter Fé, que isso nos traga alguma
coisa!
Somos muito centrados em nós mesmos. Vivemos para os nossos interesses.
Para os que não são os mais importantes objetos de nossa dedicação,
sobrará aquilo que não nos fizer falta.
Não amamos verdadeiramente nem entendemos a necessidade disso.
Não relacionamos amor à Fé.
Se vivermos só para nós mesmos e continuarmos a ver os outros como
inimigos ou estranhos é porque ainda não teremos adentrado o terreno da
Fé.
Não acreditaremos que Deus exista e que haja mais do que a lógica e o
bom senso.
É verdade que este é um mundo material assim como a nossa existência.
Isto é algo muito forte. Cria em nós muitas necessidades, desejos e
medos.
É difícil sair deste ciclo vicioso; na verdade, só a experiência da Fé
pode nos tirar disso.
Se não passarmos do autoconhecimento limitado, estaremos apenas mudando
de sintomas e a inquietação será sempre a mesma.
Geralmente só nos abrimos a Deus quando precisamos tentar uma última
cartada, quando sentimos que tudo que poderia ter sido feito já fora
tentado.
Mas Deus não se magoa nem se entristece com isso.
Ele é AMOR.
Ele nos compreende. É paciente.
Sabe que somos iludidos com muitas coisas e que precisaremos de tempo
para desvendá-las.
Precisaremos crescer no amor. Amar tanto a ponto de não querer mais
ferir.
Viver na prática o que está escrito, não para cumprir regras ou ganhar o
céu: quem experimenta um pouquinho destas coisas sente que todo o resto
é NADA!
Fé é acreditar. Derrotar o ego.
Vencer a arrogância, o orgulho, o medo.