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Deus sempre fala conosco por Sonia da S. Santos Indique esse texto a um amigo... |
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Eu que me recuperava de um acidente acontecido há cinco meses, onde um carro por distração da motorista veio a colidir de frente comigo me arrastando por quase cem metros debaixo do carro, acabei passando por mais uma experiência de problema de saúde. Eu já voltava a me sentir com bastante autonomia em poder me locomover sozinha apesar de ainda sentir dores e visualmente apresentar marcas deixadas nas duas pernas fruto de traumas dos tecidos abaixo da pele. Eu estava atravessando a rua quando tive uma entorse no tornozelo direito. Este lado tinha sido o mais machucado naquela ocasião. Bem, naquele exato momento, eu não imaginei, apesar da forte dor, que pudesse ser sério ao ponto de exigir cuidados especiais. Continuei com a vida normalmente achando que tudo fosse se consertar sozinho. No dia seguinte eu tinha um exame de sangue para fazer e depois eu seguiria para a missa. Quando saí do laboratório eu já estava arrastando o pé. Mesmo assim entrei no carro e perguntei ao Senhor se seria o caso de avaliar melhor aquele pé, pois eu não sabia nada daquilo. No dado momento a máquina do estacionamento me fez retornar a cabine de pagamento. Parei bem perto, já que eram 06h50min de uma sexta-feira e o shopping não tinha quase ninguém. Ao sair do carro o segurança olhou pra mim e disse: “A senhora torceu o pé, não foi? Olha, vá ao hospital imobilizar... Não pode ficar assim, não!”. Ao mesmo tempo em que ele falava isso eu me imaginava caminhando da porta da igreja até o altar e sentia que não ia dar... Assim fui ao hospital que ficava perto dali já pensando nas críticas das pessoas por eu não ter escolhido ir a uma clínica ortopédica. Esperei na emergência até que um médico bastante gordinho me chamasse. Coloquei-me de pé e ao ver-me mancando ele se prontificou em pegar uma maca para me conduzir. Aleluia! Só podia ser Jesus... (às 7 da manhã, em uma emergência não costumamos ver tanta gentileza assim). Ele foi muito profissional, muito humano também e me passou muita paz... Saí de lá com o pé imobilizado rumo a uma nova consulta médica e esta me encaminhou para a fisioterapia. Só na segunda-feira consegui contato. Entretanto, eu que já estava certa de optar entre duas indicações dadas pela segunda médica para a fisioterapia, recebi uma ligação de uma amiga que acabara de voltar de viajem com uma recomendação muito forte sobre a fisioterapia. Liguei primeiro para as duas primeiras e não me senti bem atendida. Parecia ser apenas um estabelecimento comercial e nada mais. Ao ligar para a indicação da minha amiga senti uma enorme diferença. O senhor que me atendeu tinha uma voz mansa com um forte toque de humanidade. Marquei e fui atendida em seguida. Cheguei com muito atraso, pois demoraram a liberar minha radiografia no hospital. Na verdade tudo parecia nos impedir de chegar até lá. Minha mãe passou da rua e tivemos que dar uma longa volta... O elevador não parou no andar, passou direto... Enfim. Deu até vontade de desistir de tudo... Ao chegar parecia que tudo mudara. A impressão era de ter atravessado uma batalha espiritual! Fui atendida pela fisioterapeuta que me encaminhou ao local e me examinando constatou que não era tão grave quanto imaginávamos, embora exigisse fisioterapia para tratar e para fortalecer aquela área. Eu não entendia, mas enquanto o gelo agia no meu tornozelo eu me sentia em profunda paz e repouso... Parecia estar no céu. Pode parecer exagero para quem ouve, mas era a mais pura expressão do que eu experimentava. A sensação era de eu estar no lugar certo... Cuidada pelo Senhor através de cada pessoa ali. Eu que entrara naquela clínica de fisioterapia de muletas estava saindo sem elas. Além disso, este lugar onde eu estava para me recuperar tinha sido na mesma localidade onde eu havia torcido o tornozelo. Terá sido por acaso? Ou um sinal de que Deus está no controle de todas as coisas? De que é Ele quem sabe de tudo e que não há coisa apenas boa ou ruim em si mesma?! Lá estava eu posta a descansar novamente. Será que foi por castigo ou para que os meus olhos e meus ouvidos estivessem mais atentos para alguma coisa, já que quando estamos fora da rotina temos uma chance a mais de perceber, algo que Deus queira nos mostrar e nos pedir a mais do que temos podido ofertar?! Tenho a certeza de que Deus está sempre a nos falar, nós é que somos cegos aos seus sinais, surdos para ouvir o que precisaríamos para sermos transformados ou paralisados por nossa indiferença, preguiça ou medo de largarmos a vida habitual para ingressarmos numa vida nova. Mas neste contexto todo é preciso dar graças a Deus por toda a Sua condução e Sua Providência em nossas vidas, seja numa situação de sofrimento, seja numa ocasião de extremada alegria. Obrigada Senhor por todas as coisas... Obrigada por estares conosco! E os dias iam se passando e a fisioterapeuta a me dizer que eu estava bastante bem. Chegaram os dois domingos e eu não fui ministrar a música na missa. E no anterior à minha ida à consulta de revisão da ortopedista, marcada para quinze dias após a primeira consulta, quando chegou o momento da comunhão, isto é, o momento da cura, do grande encontro com o Cristo vivo, eu senti a minha perna vibrar sozinha... Agradeci muito a Graça recebida. E, naquela mesma semana, eu fui à consulta com a ortopedista. Ela não deixou dúvidas de ter-se surpreendido com a minha recuperação relâmpago! E se perguntava e me perguntou como eu podia estar tão bem daquele jeito. E me examinava e examinava e pela segunda vez ela exclamou: “É incrível como você se recuperou tão bem!”... E neste exato momento sobreveio o nome da minha fisioterapeuta, que eu nem saberia dizer se me perguntassem de pronto: Ju Sara. Agradeci mais uma vez pelos carinhos do Senhor, que não quis deixar dúvidas de que foi Ele quem me conduziu o tempo todo e agora me fazia atentar para isso através do nome Jussara. Bem, na sessão seguinte com a fisioterapeuta eu contei a ela toda esta revelação e surpresa ela me disse que nunca havia feito tal associação ao nome dela. E eu iniciei o assunto dizendo que trazia para ela uma mensagem de Deus. Ela respondeu através de sua fisionomia, sua voz e seu corpo como tendo sido visitada por Deus e me disse: “eu só tenho a agradecer a Ele por tudo, pois tudo isso vem Dele e peço proteção para continuar o que eu faço.”. Como são lindos os caminhos e o jeito do Senhor que nos chama a caminhar com Ele... Mais uma coisa o Senhor quis que eu soubesse. Enquanto a fisioterapeuta cuidava do meu pé eu comentei com ela que achava que, por estar mais velha eu tivesse me machucado mais e com maior intensidade. Contei a ela que há dez anos atrás eu, andando, não vi um buraco, enfiei o pé até acima do tornozelo e caí de frente, mas não me aconteceu NADA. E ela me respondeu que não tinha a ver com a idade, não e o mais natural seria eu ter-me machucado seriamente, até mesmo quebrado a perna... Como a gente não sabe NADA!!! Como a gente não percebe os cuidados de Deus e só fica pedido o que a gente mesmo não consegue dar jeito “sozinhos”. Nunca estamos sozinhos... Nem quando assim o preferimos... Antes de estar ali com ela, na sala de espera, eu percebi outra coisa, ou melhor, o Senhor me fez atentar para outra coisa. Eu havia chegado mais cedo e aguardava ser chamada. Nisto chegou uma paciente irritada, com um jeito arrogante. Eu já a tinha visto anteriormente falando altíssimo ao telefone com o pessoal do convênio dela... Eram só reclamações e em um tom como se só aquele problema importasse na face da terra... É bem assim que nós somos! Então ela olhou para um senhor que estava na recepção, que deve ser o dono da clínica e ordenou: “O senhor quer avisar lá dentro que eu já cheguei porque eu já estou atrasada!” Quando entrei fiquei em um box ao lado do dela. É incrível, mas lá dentro ela era outra pessoa. Estava satisfeita e, sendo servida? Eu me perguntei... Lembrando deste ocorrido disse à Jussara que os pacientes com seus modos e suas histórias de vida deviam desanimar por vezes o ânimo deles ali. Eu ia complementar que isto tudo se transforma em oportunidade de crescimento que se dá com as pessoas, entre as pessoas, quando ela me interrompeu dizendo que não acha as pessoas chatas, pois ela consegue ir além e pensar no que estaria por trás daquela aparência. Agradeci a mais uma revelação do Senhor: aquela paz que me invadiu quando fui atendida pela primeira vez era fruto deste lugar para onde Ele mesmo me conduziu e também para quem ele me enviou para cuidar de mim. Tudo se fechava na minha cabeça. Quando aquela paciente irritada foi recebida por sua fisioterapeuta naquele dia eu senti claramente que ela a conduzia para receber um tratamento de todas as suas dores. Era como se entrasse no céu e fosse recebida por anjos que lhe encaminhariam rumo ao Pai. “Quem tem olhos, veja. Quem tem ouvidos, ouça!”
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