Ser músico católico ? Para que?                            Indique esse texto a um amigo...

“A vida oferece tanta coisa que às vezes é tão fácil a gente se apegar. Mas tudo tem um começo e um fim. Tudo passa, tudo passará.”

Será que o motivo mais forte de todos em nossos corações é o de sermos portadores de mensagens que o próprio Cristo pensou para cada ser humano através da nossa música?

Será Cristo e o Reino de Deus mais importante do que tudo para nós, ao ponto de nos entregarmos a Ele e entregarmos totalmente a nossa música?

 O músico é intensa e constantemente tentado em seu ministério.

Ainda que o amor a Deus e o devotamento de suas ações e intenções sejam muito puros e genuínos em um primeiro momento cada músico deve vigiar e orar para não cair em tentação, digo, todo músico que consagrou seu talento a Deus. Isso vale para todos ligados direta ou indiretamente à música, sejam eles compositores, bateristas, cantores, tecladistas, professores de música ou mesmo alguém que não toque propriamente um instrumento mas esteja vivendo a música através da produção, ou quem ainda quem sabe da iluminação de algum evento.

 A vaidade e o orgulho são presenças constantes neste meio em que o músico vive.

É um espaço de muita competição, às vezes de forma camuflada e muitas vezes de maneira declarada.

Não raro vemos os músicos católicos sendo tentados a brilhar como estrelas do show bis, buscando e gostando de ser aclamados.

Por vezes pode ser até por falta de conhecimento da Palavra de Deus, mas mesmo com o estudo e com a intimidade com Deus a tentação de fazer sucesso no mundo é enorme!

O mundo é extremamente sedutor e serve a outros senhores que não Jesus Cristo... Mas tenta nos passar a idéia inconciliável de servir a dois senhores ao mesmo tempo: a nós mesmos e a Cristo.

O músico que quiser perseverar na caminhada com o Senhor, em direção Ele e por causa Dele com sua música deverá em primeiro lugar pedir o discernimento a Deus para poder perceber como proceder nesta caminhada.

 

Não dá para caminhar sozinho.

A música nunca poderá ser apenas uma arte ou uma técnica para quem se dispõe a ser instrumento de Deus.

O músico também não poderá se manter em pé só por si mesmo, por seus méritos humanos e profissionais: “sua boca falará do que estiver cheio o seu coração”.

Assim ele precisará viver o que canta para que sua música seja seu verdadeiro testemunho de vida.

Ele necessitará aprender a viver em comunidade, a amar e ser amado, a perdoar e ser perdoado... A entregar a própria vida por amor a Deus.

Para isso deverá lembrar de cada dica carinhosa de Jesus, entre elas: “Quem quiser me seguir tome a sua cruz e venha”; “quem quiser ser o primeiro, seja o último”.

A atitude de Jesus no Lava Pés nos mostra como deve ser o perfil do músico consagrado a Deus: Ele que era a “figura de destaque” abriu mão de servido para tomar para si o avental do serviço... E lavou os pés dos discípulos.

Jesus não aceitaria de maneira alguma a hipótese de roubar a glória do Pai.

E os músicos, estão sendo preparados para esta batalha espiritual?

Estarão eles cientes da fome de sucesso que trazem dentro de si? Da vontade de serem ESPECIAIS?

O ser humano, que já é filho muito amado de Deus e por isso especial e único para Ele, não consegue aquietar sua ânsia de ser reconhecido pelo mundo.

É claro que essas coisas não são claras assim. Elas vêm misturadas com as nossas melhores intenções.

 

Justamente por se mesclarem, na hora da música ser ministrada, o foco que deveria ser Jesus, fica prejudicado e o músico exerce maior fascínio sobre as pessoas do que a própria mensagem.

Que Deus possa conduzir a todos nós músicos em nosso mais verdadeiro desejo de sermos libertos de nossas paixões efêmeras para sermos transformados em instrumentos de salvação uns para os outros. Amém.

 

 

 

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