A
lagarta, feia, perigosa, rastejante e não exatamente exuberante e viçosa,
após sair de seu casulo, transforma-se numa linda
borboleta.
Nada é em vão ou casual nesta vida.
A grande sabedoria está em sabermos aproveitar as experiências
e até os erros para renascermos das cinzas.
Ninguém nasce perfeito, pronto.
Nossas vidas são um eterno
recomeço ...
Um aperfeiçoamento constante.
Muitas vezes, apressados em nossos julgamentos, implacáveis em nossas
punições nos colocamos a rotular e recriminar certos comportamentos e atitudes
sem entendermos o ponto
fundamental: transcendemos a eles.
Por mais incrível que pareça,
às vezes, só passando por determinados calvários é que nos tornamos mais humanos, refeitos.
Quando tudo parece
sofrido ou caótico é que chegamos a pressão necessária para rompermos
nossos casulos.
Não existiria luz se não houvesse
a escuridão”.
“Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”.
Todo o material necessário para saímos de lagartas para
borboletas está no dia-a-dia.
Tudo o que nos acontece é aquilo de que
precisávamos para chegar mais além em nossas vidas ... nos transformar,
entender algo tão profundamente que se torne
nós mesmos
a partir de então.
Nada é em vão, assim como nada deveria ser visto somente como certo ou
errado; bonito ou feio.
Somos muito julgadores e extremamente imediatistas.
Não percebemos que a borboleta teve seus dias de
lagarta e seus momentos de casulo para então, por seu esforço em rompê-lo,
tornar-se uma linda borboleta.
Tenhamos todos calma para sermos mansos e
pacientes, para tolerarmos confiantemente em que tudo possa
concorrer para nos transformarmos e entendermos aquilo que só será possível compreender se nunca
desistirmos e chegarmos até o fim.