Quando descemos às raias da nossa humanidade
somos capazes de constatar as feiuras que possuímos.
Normalmente passamos a vida metidos em nossas rotinas bitolantes e
jogando com as cartas de nossas verdades absolutas...
Mas SEMPRE chega o dia de pararmos ou sermos parados pela vida e de
então nos confrontarmos com o que se esconde em nós... e até de nós.
Nós nos julgamos superiores à nossa natureza.
Pensamos ser melhores do que na realidade o somos.
Mas “de uma hora para outra” emergem sentimentos que não assumimos com
tranqüilidade: inveja, egoísmo declarado, preguiça com cara de má
vontade e outros tantos...
É difícil notarmos como somos, quando estamos engrenadinhos em nossos
agendamentos cotidianos: olhamos só para fora, só para o agir, para
atingir metas, alcançar resultados e resolver problemas.
E assim, nesta engrenagem de repetições e massificações, nosso olhar
fica ansioso por soluções externas, rápidas... práticas.
Ninguém imagina que se tenha que parar para refletir, entender onde se
está errando e que só estamos olhando as coisas NOS OUTROS e assim
ficando cegos para os nossos pontos cegos, aquilo que temos dificuldades
de enxergar em nós.
O mundo traz consigo a propaganda do “querer é poder”, de que TUDO é
possível e mais prático do que se possa crer.
Se subirmos tão alto com estas ilusões adquiridas também cairemos
vertiginosamente ao constatarmos que não era bem assim.
É claro que também dentro da mesma fantasia de Deuses do mundo, em um
primeiro momento, ainda dentro da ilusão, pensaremos estar
experimentando uma frustração e não uma constatação de que estávamos
iludidos com a vida.
É preciso “vigiar e orar” o tempo todo.
Que deus nos dê o discernimento para sabermos por onde estamos
andando...