Nem toda depressão tem cara de depressão         Indique esse texto a um amigo...

 

Geralmente reconhecemos a depressão pelas suas características mais tradicionais: Desânimo, abatimento, tristeza, desinteresse e letargia, entre outras.
Entretanto a depressão pode aparecer sob outras formas, 
Dependendo da maneira como cada pessoa expressa 
Seu grau de dificuldade em lidar com a vida... seu sofrimento.
Quando em depressão, a pessoa parece sentir e constatar 
Que não há saída para o que está vivenciando. 
É bem verdade que uma depressão endógena possa trazer estas reações também. Contudo é preciso nos perguntarmos:  “Por que paramos de brigar?”, 
O que nos fez reagir desta maneira?!
Não nos perguntamos estas coisas.
Vamos ao médico. Deixamos que ele faça o diagnóstico e prescreva. 
Não que esteja errado. 
Devemos sim, procurar ajuda profissional 
Mas com o cuidado de nos fazermos presentes em nosso tratamento. 
Somos um banco de dados ambulante, o melhor deles. 
Pouco conscientes, geralmente, mas, indispensáveis ao processo de cura.
Não questionamos nossas atitudes. 
No máximo as justificamos: “Por que engordei tanto? Ah, estresse!”
“Por que desisti de tentar aquela carreira tão desejada? 
Você sabe, o mercado está muito saturado para esta área...”
“Por que estou tão dispersivo e agitado? Sei, lá. Mas depressão não é.”
Não?!?
Viver é mais difícil do que parece...
O ser humano é complexo, dotado de desejos, conflitos... Complica-se. 
Assim, mais importante do que sabermos quais os outros possíveis sintomas 
De uma depressão menos típica, é nos perguntarmos: 
Onde paramos? Do que desistimos? 
Por que nos custa tanto aceitar certas coisas, superar?
Depressão é limitação. Falta de reação adequada à situação... bloqueio.
É sucumbir. Aceitar sem aceitar. Engolir.
Frustrar-se. Desagradar-se. Desistir.
Sem questionarmos nossa maneira de viver não enxergaremos 
O pedaço que está faltando para dar sentido e, quem sabe, 
Coragem para fazermos o que não podemos mais evitar fazer.
Se vai doer? Sempre há um preço a se pagar. 
Cada passo tem sua própria conseqüência. 
Melhor é tentar fazer o que vai no fundo do ser. 
Por mais que nos custe, nunca perderemos o sentido de viver. 
Estaremos longe do que chamamos de depressão.
É possível que fiquemos muito tristes, mas já não será depressão.
Temos uma vida para viver: “Cada qual com sua cruz”...
Não podemos fugir de nossas dificuldades. 
Nós as estaremos apenas adiando, aumentando o grau de dificuldade...
Precisamos de força, coragem, 
Entendimento para saber que não temos para onde fugir.
Isto é desesperador?
Não precisa ser. 
Se procurarmos enfrentar cada coisa a seu tempo, sem deixar acumular. 
Assim as coisas não pesarão tanto.
Precisaremos ter calma, discernimento para perceber 
Que temos que viver o que nos couber viver.
Cada um terá sua trajetória própria na vida.
Antes mergulhar fundo na aceitação do que 
Passar a vida “dando murros em ponta de faca”.
É besteira evitar sofrer. 
Melhor então é dar sentido ao sofrimento... reciclá-lo. Transformá-lo.
Na vida não podemos evitar o que tivermos que viver,
Mas sempre nos caberá o COMO.
Uma hora precisaremos sair da depressão... retomar a vida. 
Enfrentar fantasmas. Encontrar o rumo.
Sacudir a preguiça. Domar o orgulho. 
Descobrir o próprio caminho.
Precisaremos nos desacomodar, inclusive de nossos sofrimentos. 
Largar a autopiedade. 
Encontrar nossa verdadeira face. 
Espanar a poeira que juntou de tanto ficarmos. 
Precisamos IR, não importa quanto.
Parar com as comparações, olhar o próprio caminho, a própria história.
Nossa vida, nós a teremos que viver!
Só assim teremos chance de recobrar a autoconfiança, 
A convicção que andava faltando.

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