Nossos relacionamentos com os mais próximos são frequentemente repletos de conflitos. Embora bem intencionados, não conseguimos amar como gostaríamos. 

Cobramos, exigimos, sentimos-nos culpados... Sofremos e fazemos sofrer!

Se procurarmos fazer o nosso amar mais parecido com como Jesus amou poderemos encontrar paz e harmonia com nossos entes queridos.

                  Texto de Jorge Tannure Penedo             Indique esse texto a um amigo...

 

Todos os ensinamentos de Jesus possuem algo em comum: Todos eles se baseiam em uma forma nova, surpreendente e perfeita de AMAR.

 

Para refletir e entender o Amor que Jesus nos propõe, é preciso resgatar essa palavra desgastada e rever radicalmente como a entendemos.

 

Nós, seres humanos, somos os únicos a sermos capazes realmente de Amar.

 

Os animais podem manifestar alegria, fidelidade e afeto mas é exclusiva do ser humano, na terra, a capacidade de Amar verdadeiramente.

 

No entanto, a forma de "amar" humana é na grande maioria das vezes limitada e distorcida.

 

O desgaste do conceito de amor provém dos enganos cometidos, quando nós, apesar de muito bem intencionados não conseguimos amar em plenitude.

 

A capacidade de amar pode permear todo o círculo do nosso relacionamento humano:

 

     No seio familiar, com nosso pai, mãe, irmãos e parentes próximos

     entre nossos amigos

     no nosso casamento, com esposa, mulher e filhos

     no nosso trabalho e negócios

     na nossa comunidade, rua ou condomínio

     na nossa igreja

     nos nossos eventuais encontros sociais

     e em nosso caminhar pelas ruas, lojas ou outros estabelecimentos

    

Enfim, em qualquer tempo ou situação que interagimos com nossos semelhantes.

 

Em todas essas ocasiões, tenho a oportunidade de amar, segundo o maneira que conheço o amor.

 

Esta maneira tanto pode ser mais próxima da forma proposta por Jesus quanto mais distante.

 

Por isso a importância de conhecer a proposta de Amor de Jesus Cristo.

 

Nosso primeiro conhecimento sobre o Amor vem da nossa criação. Na maioria das vezes , é no seio familiar que conhecemos o nosso conceito de amor e é lá que primeiro "amamos", e via de regra é nossa MÃE quem exerce a principal influência sobre nós acerca deste tema.

 

Nos casos de órfãos ou crianças abandonadas, esse aprendizado tende a ser mais difícil, entretanto alguém na vida dessa criança assumirá o papel de "professor de amor".

 

Quanto mais equilibrada e centrada no conceito de amor do Cristo, mais essas crianças tendem a desenvolver um conceito mais verdadeiro do Amor.

 

Em algumas famílias isso pode se revelar um verdadeiro desastre. Desequilíbrios, conflitos de toda sorte,  tensões, alcoolismo, drogas, tudo isso influencia negativamente no desenvolvimento de um amor saudável.

 

Em outras, felizmente, tende a ocorrer o contrário, onde os pais oferecem o que tem de melhor. Longe de serem perfeitos, eles fazem o melhor que podem.

 

Em função da forma como somos criados, da falibilidade das pessoas que nos influenciam, conflitos , inseguranças e distorções acontecem, afinal nossas vidas oscilam entre a momentos de harmonia e de tensão.

 

Mas, lá está nosso "gravadorzinho", registrando tudo, consciente ou inconscientemente.

 

Para a criança, a noção de valor é algo que vai se estabelecendo aos poucos. Como ela não entende claramente seu papel, ela "mede" a quantidade de atenção que recebe e humores que percebe e associa isso diretamente a seu valor.

 

É aí que ela desenvolve a percepção se seu valor, através da percepção se merece ou não ser amada.

 

Se meus pais estão felizes e atenciosos, então eu sou boa, portanto mereço ser amada.

Se meus pais estão contrariados, raivosos ou desatentos, eu não mereço.

 

Isso se dá em função da criança atribuir a si mesma a causa de tudo o que ela percebe ao seu redor.

 

É aqui que ocorre o primeiro engano:  Amor não é função de merecimento !

 

E assim crescemos, mas ainda com esse raciocínio infantil, cheio de medos, carências e  inseguranças.

 

Nossa resposta a isso é nos tornarmos  MANIPULADORES  para recebermos atenção e amor

 

Inseguros e incertos do nosso valor, passamos a querer mostrar que somos bons...

 

Queremos nos destacar, literalmente "aparecer", além de agregar coisas que consideramos valorosas, como posses, beleza, roupas e itens acessórios.

 

Assim nos tornamos vaidosos, uma forma de medir nosso valor em frente ao espelho e imaginarmos os outros olhando para nós, com elogios, admiração e reconhecimento.

 

Desenvolvemos também uma angústia, precisamos estar "sempre bem"... Arrumadinhos. "Pagar mico" então nem pensar !

É como se estivéssemos em nossa própria novela, drama criados apenas por nós mesmos.

 

Quando estamos em fase de "baixa", assumimos então o sofrido e triste papel de vítima, "injustiçados" pelos familiares, pelos colegas de trabalho , pelo governo... E por Deus.

 

Comumente se dá o nome de auto-estima, a capacidade de estar bem consigo mesmo. A capacidade de ter auto-estima é de fato importante.

 

Mas o crucial é de onde vem o que me faz ter auto-estima ?

 

Será que vem da verdadeira aceitação do meu valor como criação de Deus com Sua ilimitada capacidade de Amar e Perdoar ou vem de uma "melhorada" que eu dou ao meu visual, ou a uma sessão de massagem, academia, um dia no shopping, ou ainda de uma "cantada" que recebi de alguém do sexo oposto ?

 

Por quanto tempo esse suplemento especial que elegi como fonte de auto-estima vai durar ?

Estarei dependente dele para sempre ?

Serei livre para me aceitar como sou ou estarei condenado a ver minha "auto-estima" variar em função da disponibilidade e boa vontade alheia ?

 

A quem queremos enganar ?

 

Não é preciso dizer o quanto essa vivência nos faz sofrer e aos outros também. A quantidade de conflitos que se instala é enorme e no final os relacionamentos se tornam difíceis e espinhosos, em todos os círculos apresentados acima.

 

E TODOS  nós passamos por isso. A diferença é COMO passamos e por quanto tempo !

 

A partir de toda essa forma desorganizada de se entender e de nos posicionar em relação ao mundo, passamos a ser altamente desfuncionais em nossos relacionamentos.

 

Já não somos livres para AMAR:

 

    Cobramos, mas não amamos:   Você me ama ? perguntamos       Acho que você não me ama mais !  afirmamos

 

    Negociamos nosso amorEu te amo, se voce me amar !

 

    Mendigamos amor:   Não me deixe ! Não sei viver sem você

 

    Comparamos nosso amor: Eu sempre faço tudo por você !  Você nunca liga pra mim

 

    Amamos apenas alguns eleitos, e desprezamos aqueles que não se encaixam no nosso projeto de "amor"

 

A conclusão óbvia é  COMO AMAMOS ERRADO !

 

E isso se dá porque amamos inspirados na  forma humana que nos foi "ensinada" e não na forma divina que Jesus nos propõe.

 

Ao ser perguntado quais os dois maiores mandamentos: Jesus disse Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

 

Nos dois ensinamentos mais importantes aparece como tema central o AMOR. O verdadeiro AMOR.

 

E vivemos uma escassez desse amor, por isso o mundo e a sociedade está do jeito que está, transformando nossas vidas em algo tão difícil.

 

O que podemos fazer ?   Revolucionar a nossa maneira de amar !  Baseado no modelo de Jesus. Foi para isso que ele veio!

 

Se eu fosse perguntado sobre qual o sentido e principal objetivo da vida, eu diria "Reformular a minha maneira de amar, menos como a conheço e mais como Jesus me propõe"

Sendo assim, cada adversidade, cada "pessoa difícil" passa a ser uma oportunidade para eu me aperfeiçoar. Jamais serei perfeito como Jesus foi, mas terei semple Ele como meu modelo de Amor.

E a vida adquire um novo sentido: Cada dia que nasce, uma oportunidade de renascer no amor de Cristo.

Ok. Muito bonito. Mas por onde começo ?  A primeira pergunta que nos vem a mente....

Não existe regra mágica para isso e essa é uma caminhada pessoal onde nossa vida é o tempo que dispomos para isso, mas podemos propor algumas ações práticas:

1) RECONHECER QUE A FORMA COM QUE AMO NÃO É A MELHOR E QUE ME FAZ SOFRER E AOS OUTROS

Trata-se do passo fundamental e mais difícil. Se este texto te sensibilizou é um bom indicador, mas a humildade de se reconhecer falho sem se sentir sem valor é fundamental para se colocar em xeque e começar a busca.

2) ACEITAR O AMOR DE DEUS COMO REFERÊNCIA AO MEU VALOR PARA ELE

A partir do momento em que eu estou interessado no AMOR de Deus e não associo meu valor às eventuais manifestações de amor que vem das pessoas, eu me liberto da carência e me torno abundante.

Já não seremos  mais escravo de migalhas, teremos acesso a fonte.

3) CONHECER A PROPOSTA DE JESUS

A proposta de Jesus é um tratado sobre o Amor perfeito através do seu exemplo. Se não o conhecermos e a sua proposta, fica difícil refletir e enxergar como deveremos proceder.

Conheço um monte de gente que fala mal da igreja, que diz que acredita em Deus e que quer fazer o bem, mas que jamais investiu algum tempo disponível para conhecer a proposta de Jesus.

4) ADOTAR A PROPOSTA DE AMOR DE JESUS COMO NOSSA

Em outras palavras, significa aceitar JESUS como Salvador. Um Salvador que vai nos tirar da escuridão do falso e limitado amor humano e nos levar em direção ao amor de Deus

Para finalizar, é importante citar algumas das características desse amor proposto por Jesus:

a) Sobre sua fonte:  Todo Amor é proveniente de Deus

Mesmo quando achamos que estamos amando, a fonte desse amor não somos nós. Tal como a lua não pode brilhar sem o sol, apenas refletimos aos outros o amor de Deus. Por isso, precisamos limpar esse "espelho" para refletir o melhor possível esse amor verdadeiro.

Precisamos ser tubos limpos e desimpedidos para essa água-viva fluir em direção a quem cruzar nosso caminho.

b) Ilimitado

O Amor não é finito. Quando mais damos, mais teremos para dar, pois a fonte que é o próprio  Deus é ilimitada.

Sendo assim, não precisamos economizar, nem barganhar.

c) Acessível a todos

A capacidade nata de amar é comum a todos, sem exceção. O potencial para amar é o mesmo.

Embora muitos estejam sintonizados em frequência muito diferente, é uma questão de "trocar de estação".

Uma vez  feita essa troca, não interessa o estado anterior. Este é o conceito de perdão.

d) Generoso

Amar é se doar. Esquecer-se de receber. Nem se pensa nisso.

Recebemos apenas como oportunidade para o outro expressar a sua própria capacidade de amar e se realizar como instrumento de Deus.

Mas de forma gratuita e não por cobranças.

e) Cego

O Amor verdadeiro é cego no sentido de que não se interessa por quem seja o "alvo".

O importante é Amar, doar-se, querer o bem do outro.

 

Desafio maior aqui é o que Jesus nos propõe com seu "ofereça a outra face" e "amai a vossos inimigos"

Parece impossível ?  Reflita sobre as características acima, veja como Jesus amou e perceba que faz sentido !

Já não estaremos mais presos ao nosso conceito limitado de "amor" , mas livres...

Livres para Amar como Deus quer que nós amemos... .

 

.... Da forma que mais vai me fazer melhor para o outro

.... Da forma que mais vai fazer o outro melhor para mim

.... Da forma que vai nos fazer melhor para o mundo

.... Da forma que vai fazer o mundo melhor !

E bem diferente do que fazemos hoje !

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